terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Amai os inimigos!

Existe uma força, uma força maior do que o ódio. Uma força capaz de mover montanhas, de transpor os mares, de atravessar as barreiras que distinguem vida e morte. Uma força invisível capaz de mudar o mais perverso e pior dos homens. Uma força capaz de converter um ateu num homem crente.
Essa força é a mais bela lei que rege o Universo.
O amor.
É o amor sim!
O Amor é a manifestação de Deus, da Sua Centelha Divina em cada um de nós.
Amar e doar-se, entregar-se, renunciar a si mesmo.
Amar é a atitude mais bela, valorosa e pura do ser humano.
E é tão fácil amar... Tão fácil...
Não falo apenas do amor entre homem e mulher. Mas do amor que deveríamos ter para com os nossos próximos, sempre!
Porque amar uma mãe, um pai, um irmão, um filho, uma esposa, um namorado, um avô, amar nossos familiares e entes queridos é fácil para a maioria.
Díficil mesmo é amar nossos inimigos. Aqueles que nos prejudicaram, e tentam de diversas formas nos ver na pior situação possível. Aqueles que só nos querem o mal e a dor. Aqueles egoístas que só pensam no próprio umbigo e nas suas vontades, e pisam em qualquer um para conseguirem o que querem.
Díficil mesmo amar aqueles que nos julgamos que não são dignos do nosso amor.
Mas, afinal, quem somos nós pra julgar quem quer que seja?
Eu digo isso, não porque sou exemplo admirável de conduta, mas pra repetir pra mim mesma e pra quem mais quiser ouvir que nós devemos sim, amar, e amar os nossos inimigos principalmente! E que devemos pagar o mal com o bem, que não devemos julgar nem o mais temível assassino! Pois não somos Deus, e somente Ele, o Pai Extremoso de Bondade Divina, só Ele pode julgar! Porque com a severidade que julgamos, seremos julgados um dia.
Somos todos imperfeitos.
Se amassemos nossos inimigos, se fossemos pessoas suficientemente evoluídas não estaríamos aqui!
Eu digo a vocês, meus caros leitores, não sou, repito, não sou exemplo de perfeição e se digo tudo isso que vocês leram aí em cima é porque eu também, talvez principalmente, precise disso.
Então vamos amar!
E vamos ver o nosso próximo como um irmão da Comunhão Divina, um irmão que habita o mesmo planeta que nós.
Porque quando palestinos e judeus, comunistas e capitalistas, brancos e negros, mulheres e homens olharem um para o outro e ver ali um semelhante, um irmão querido, filho do mesmo Pai, então nós teremos aquilo que tanto sonhamos : PAZ!
Vamos amar, Amar com O Mestre nos amou...
" Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei..."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Uma pequena noção do tempo

Tempo.
O que é tempo?
Eu já nem sei mais. Passou tão rápido que nem tive tempo que fazer uma retrospectiva aqui no blog, nem falar mal do Papai Noel, nem nada. Mas calma, não é trágico como soou, e sim belo.
Seja como for não posso contar muito com o tempo esse ano. Ele será, claro, um indispensável aliado para conquistar meus objetivos, mas também, um sutil inimigo.
Porque esse ano, tenho tanto pra fazer e pensar.
Vamos começar como se fosse uma lista. Na verdade é uma lista.

Esse ano eu faço 18 anos. Sendo assim, serei maior de idade. Irei responder pelos meus atos. Posso comprar cigarro, bebidas alcóolicas, entrar em baladas, em motel, e ser presa! Hahahaha.
Que irônico!
Sendo assim já posso tirar carta também.
Esse ano vou tirar carta.
Vou dirigir.
E como já me disseram " porte de armas", ou " postes, velhinhas e crianças de Piedade que se cuidem!" Hahahaha.
Esse ano vou prestar e passar no vestibular. Estou sendo otimista e realistas e otimista de novo.
Esse ano vou decidir a minha profissão. Aquela que, aparentemente, exercerei a minha vida toda.
Esse ano é meu último ano no ensino médio. E em Piedade como residente dessa cidade.
Afinal eu não pretendo fazer dezoito anos, passar no vestibular e continuar aqui....
Disso vocês já sabiam...
Esse ano vai ser decisivo. Mas vai passar rápido, vocês vão ver.
E tudo vai correr muito bem!
Que Assim Seja!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

AME-SE

Acabou de me dar um cinco minutos e decidi escrever. E quando isso acontece, preciso ser rápida.
Bom, vamos falar de um assunto muito comum, pesadelo de muitos, principalmente de nós, meninas-mulheres, adolescentes, nessa fase tão complicada, nessa transição tão perturbadora...
O assunto de hoje é:

ACABOU! E AGORA?

Bom, terminar um relacionamento é sempre algo muito doloroso. Eu diria que sempre é a mesma merda.
Um sofrimento só, principalmente se o negócio já durava um certo tempo, os pombinhos já haviam apresentado os seus respectivos para suas mamães, já conheciam a família...
É uma puta coisa chata!
Porque estão todos acostumados a te ver com fulaninho (a). Você levava ele(a) nos almoços de família, daí, na ressaca do término tem um aniversário que você não pode faltar de jeito nenhum, então chega aquela tia legal, e mesmo percebendo a sua maquiagem tentando disfarçar os seus olhos tristonhos, ela pergunta na maior cara de pau:
" Cadê seu namorado???"
E depois que você manda a velha tomar no narigão dela, você sai de sobrinha mal educada.
Tudo bem, acontece, não é?
A questão é que para nós, meninas-mulheres, um término é um drama!
Parece que nunca mais vamos amar novamente, e que ele é insubstituível!!! E onde você passa, você vê um boné como o dele, e ouve as músicas de emo que vocês costumavam ouvir, aquelas bem melosas... e daí? Você chooooooora!
Fica fuçando o orkut dele e morrendo de raiva das baranguinhas que ficam deixando scraps perguntando o que ele vai fazer no final de semana!
É, quando a gente termina parece que perde o chão. Nada tem graça...
Daí depois daquela ressaca vem a fase de " Vamos ser amigos pelo menos". Péssima idéia, se vocês querem saber!
Porque de duas, uma. Ou ele vai tentar ficar com você, mas só ficar... Daí você se sente usada, traída! Ou ele vai te tratar mal ( no caso dos ditos "moleques" eu digo).
Daí você fica revoltada, xinga, briga, chora.
Você tentou ser legal, tentou deixar pelo menos uma foto de vocês dois no orkut, pra dizer que ele foi especial. E ele? nem aí!
Pois é...
A gente sofre, sofre mesmo. Acha que está tudo perdido.
Mas se querem saber de uma coisa? Moleque é que nem ônibus: perdeu um, logo passa outro!
Mas eu disse moleque...
Porque homem, homem de verdade....
Ah, daí é outra coisa né amigas...
Deixa que a gente fala deles num próximo post!
Mas se querem algumas dicas pra esquecer de vez o " falecido", aí vai:
1) Delete, isso mesmo, delete todas as músicas que fazem você lembrar dele. Porque mulher é meio masoquistas e as vezes vai se "testar", pra ver se já esqueceu, daí já era!
2) Delete as fotos do computador. As reveladas, guarde num lugar aonde você sabe que não vai mexer.
3) Fique sem falar com ele por um tempo. Um bom tempo eu diria. Nada de tentar ser amigo, isso não existe!
4) Nada de tentar arrumar outro amor logo de cara, isso só vai piorar.
5) Amigas. Esse é o melhor remédio. Saia bastante, se divirta! Seja na balada, em casa, vendo filme, qualquer lugar.
6) Leia. Ocupe sua mente. Já diz a minha mãe " Cabeça vazia, oficina do diabo"
7) Dance.
E acima de tudo : AME-SE!
Porque quem não ama a si mesmo, não consegue amar alguém por completo.
Amor próprio. O primeiro e último.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Se for beber, não dirija!

A claridade desse quarto ofusca um pouco a minha visão. Pra quem estava em sono profundo, ser ver a luz do dia a seis meses, qualquer lanterna incomodaria.
Seis meses.
Seis meses de dor, de agonia, de tristeza. Seis meses de luta, de cansaço. Seis meses sem dormir, sem comer direito. Seis meses sem viver direito.
Foi o que eu fiz com a minha família e com Ágata, minha noiva.
Eu e minha irresponsabilidade.
Para mim, que estive em coma é dificil pensar que passei seis meses dormindo. Não parece que fiquei aqui tanto tempo. A lembrança mais recente que eu tenho são as cenas do acidente e de como isso mudou minha vida.
A gente não reconhece o valor que a vida tem até estar prestes de perdê-la, e mesmo assim, parece não significar muita coisa. Mas quando a gente vê a pessoa que a gente mais ama a beira da morte, a gente percebe que a vida é muito frágil e que um namorado babaca pode arruinar a vida de uma família toda.
É assim que me considero, um namorado babaca.
Eu e Ágata estavamos noivos a dois anos. Casamento marcado e tudo. Numa quarta feira do mês de agosto fomos convidados pra um aniversário de um amigo, numa cidade vizinha.
Lá fomos nós. Nos divertimos muito, mas eu bebi além da conta. Ágata me dizia, " Lucas, vamos devagar, deixa eu guio!". E eu discuti com ela, dizendo que estava bem o suficiente para dirigir.
Foi tudo muito rápido, só vi um caminhão, e uma luz. Tudo se apagou.
Acordei com barulho de sirenes e gritaria. Olhei do meu lado, Ágata estava presa nas ferragens, chorando, tremendo de frio, toda molhada pela chuva que caía naquela noite tão fria e horrenda.
Foi a pior cena que eu vi na minha vida. Ela tentou sorrir " Lucas, você está bem?"
Eu tentei levantar pra ajudá-la, mas foi inútil. Parecia que eu não tinha mais noção nenhuma do meu corpo, que eu nunca mais iria mover um dedo sequer.
Logo os bombeiros apareceram, tiraram Ágata com cuidado e agilidade. Foi quando um deles disse uma frase que me fez morrer por dentro.
" Vamos depressa, ela está perdendo muito sangue, acho que não vai aguentar até o hospital!"
Minha visão embaçou, eu sentia muita dor de cabeça. Desmaiei.
Acordei novamente no hospital. Minha mãe estava ao meu lado, rezando.
" Filho, você vai ser operado!" ela disse, tentando sorrir para me tranquilizar.
" Por que?"
" Você está com muito sangue coagulado na cabeça, eles precisam tirar."
" Onde está a Ágata?"
" Vamos rezar para que ela fique bem..."
Logo fui levado pra sala de cirurgia. Foi a última vez até hoje que estive de olhos abertos.
Durante a cirgurgia entrei em coma, acordei hoje, e já estamos em fevereiro.
Quando abri meus olhos, Ágata estava ao meu lado, rezando.
Ela chorava convulsivamente e agradecia a Deus! Eu não compreendia, achava que Ágata havia morrido no acidente, estava desolado.
Foram três dias de conversa com o psicologo pra assimilar tudo o que havia acontecido desde o acidente. Ágata foi submetida a uma transfusão de sangue, e duas cirurgias na perna direita. Felizmente não tinha nenhuma sequela do acidente.
O médico disse que eu voltaria a andar em um ano, e que tinha que agradecer a Deus por não ter ficado com sequelas mais graves.
Eu sei. E agradeço. Mas me culpo e me culparei até o fim dos meus dias, pois fiz minha família passar o Natal e o Ano Novo no hospital comigo. Fiz Ágata sofrer seis meses. Ela emagreceu quase dez quilos. E o pior, é que ela poderia ter morrido. Isso é o que mais me dói. Eu cheguei a pensar que nunca mais veria Ágata, que eu passaria o resto dos meus dias numa cadeira de rodas me culpando por ter acabado com a vida da única mulher que me amou a vida toda.
Nessa eu percebi que a vida é muito frágil pra que a gente abuse dela como bem entender. A vida é um cristal muito fino e delicado, e se a gente vacilar ele se quebra. Hoje eu olho bem dentro dos olhos azuis de Ágata e sinto uma imensa vontade de chorar. Chorar de alegria, de tê-la aqui comigo, de saber que assim que eu voltar a andar a gente vai se casar, vai constituir uma família linda e sólida.
Eu aprendi, hoje eu sei como a vida é maravilhosa e agradeço a Deus por ter me dado essa segunda chance!
Porque se não fosse Ele, hoje eu nem estaria aqui.
Espero que vocês aprendam com a minha história e aí vai uma frase clichê, mas um clichê que pode salvar vidas : SE BEBER, NÃO DIRIJA!

Entre o céu e o mar....


Clareava o dia na praia. Os primeiros raios de sol dançavam no horizonte em tom alaranjado, cor de rosa, azul clarinho, lilás, desenhando no céu lindas bailarinas da manhã, que com o surgir do grande astro por inteiro, iriam deixar o palco. O corpo de baile dos pássaros da manhã voava com graciosidade, causando inveja aos homens que tinham os pés presos no chão, e o corpo amarrado por uma estranha força chamada gravidade.
Pes descalços, ela caminhava ao som do mar, observando toda a beleza da manhã do litoral.
O cheiro de mar invadia sua mente a trazia lindas lembranças de uma infância dourada, regada com amor e areia.
Passeava pela orla, e as ondas beijavam delicadamente seus pés, trazendo uma sensação boa, de paz.
Ela caminhava e de repente parava. Parava só pra olhar aquela linha tênue que separava o céu do mar. Desde criança gostava de observar aquela linha. Parecia que o mar de o céu se encontravam ali, e tudo era mágico naquele lugar. Criaturas do ar e da água convivendo em plena harmonia. Anjos e sereias, ninfas e fadas... Corais e cometas. Estrela do céu e do mar....
Observava aquela linha e imaginava se algum marinheiro já havia ousado desvendar os seus mistérios, se alguém já havia navegado até lá pra descobrir como era.
Queria saber nadar, ou voar, só pra chegar até lá...
Lá tudo era belo, não havia fome, nem dor, nem miséria. Não havia lepra, nem tuberculose.
Respirou fundo. O ar lhe faltava. Tossiu. A toalhinha mais uma vez suja de sangue. Sentiu-se enfraquecer, já não aguentava mais aquele martírio.
Decidiu ir até a linha.
Entrou no mar onde a água batia pela metade das canelas. Não conseguiu ir mais longe do que isso, seu corpo não aguentava.
Então num ato de misericórdia, abriu os braços para o mar, suas lágrimas pediram repousou...
Um vento forte levou sua alma para sua verdadeira morada. O corpo, que por muito tempo servira de morada para sua alma já não servia. Estava fraco e doente demais para segurar aquele espírito tão bom, jovem , cheio de luz e vida.
Ela partiu. Voou rente ao mar, sentindo a maior sensação de paz que jamais imaginara existir.
Ela voou, voou, voou...
Voou até a linha. Sim, aquela linha que muitos dizem ser o limite para os sonhos, quando na verdade é lá que eles começam... Entre ó céu e o mar....

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Moleques


Maturidade.
Era só o que faltava. Maturidade.
Existe uma linha muito tênue entre homens e moleques e isso é um grande impecilho pra nós mulheres, afinal, quem vai querer namorar com um cara que te larga por um skate, uma balada, ou por meia dúzia de garotas?
Moleques sempre acham que estão por cima da situação, que são os "fodões", que tem todas as mulheres aos seus pés, que podem tudo, quando na verdade não sabem nem o que é viver.
Posso dizer por experiência própria ou mesmo pelo que tenho ouvido todos os dias e a cada dia mais, moleques não chegam a lugar nenhum e nós já estamos cansadas deles!
Não podemos negar que tem uma certa idade que o rapaz tem todo o direito de ser moleque. Você não pode exigir de um garoto de quinze anos que ele te trate como um cara mais velho te trataria, pois ele ainda é um garoto e da vida sabe tão pouco. Ele tem todo o direito de curtir, zuar, fazer suas molecagens por aí, afinal ainda é um moleque.
Mas chega uma etapa da vida que já está na hora de largar mão desse sentimento de molecagem e partir pra vida adulta.
Chega uma hora que ser moleque não é mais aceitável, que nenhuma mulher aguenta uma criança ao seu lado, afinal eles vão continuar achando que são meninos de pele fina e podem fazer o que faziam antes, e pra piorar, querem ter os mesmos privilégios de um homem!
Ora! Cresça então meu filho!
Existem ainda aqueles que se dizem homens, mas bem lá no fundo são moleques de tudo! Não aprenderam com as bofetadas da vida, acham que terão dezessete anos pra sempre!
Nessa eles perdem uma, duas, três namoradas, muitas vezes perdem seus amigos... De moleques passam pra moleques chatos!
Tudo bem que ainda existem aqueles garotos novinhos com uma mente muito boa e ampla, abertos aos ensinamentos da vida, com plena consciência de que é melhor se acostumar com as responsabilidades desde já, porque um dia ele terá de crescer!
A cada dia que passa eu vejo mulheres, garotas indo em busca de caras mais velhos, com uma mente mais bem elaborada e que não vai te trocar por um jogo de futebol ou sair escondido na balada, se achando o Grande Enganador!
Na verdade, tipos como esses serão os Cornos de amanhã! É a lei da vida " Galinhas de hoje, Cornos de amanhã!". Hahahaha.
Moleques não sabem valorizar uma mulher, não a tratam com o devido respeito, acham que podem com todas e todas os amam! Moleques são insensíveis a ligações, mensagens, recados e romantismo.
Moleques numeram as garotas, como se fossem um rebanho marcado! Fazem apostas sem nexo, contam de sua intimidade pra todos, principalmente pra tirar vantagem da menina com os amigos!
E não estou falando só dos moleques de quinze a dezoito anos não! Existem muitos homens com mentalidade infantil, homens de 20, 30 e até 40 anos!
Acham que a vida será um eterno final de semana, no meio da balada, com uma porção de mulheres lindas a seu dispor e muita bebida!
Mas e aí, no dia seguinte que ele começa a perceber que as minas da balada não ligam pra ele, e ele está sozinho!
Daí o imbecil entra em crise e fica sozinho, pois mulher que se valoriza de verdade não leva um moleque adiante! Uma porque não quer, outra, porque não dá! Haja paciência!
E o pior dessa história toda que a cada dia que passa eu vejo mais e mais moleques por ai. Alguns de 14, outros de 16, outros de 25, outros 50! Pois é...
A vida passa, todo mundo evolui, menos os moleques!
Então meus queridos se vocês não querem passar o resto da vida de vocês numa crise existencial sem ninguém pra dividir a vida ai vai um conselho:
CRESÇAM E APAREÇAM!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Fantasmas

Quem tem medo de fantasma?
Aqueles brancos, que insistem em nos perseguir, arrastando suas correntes e não nos deixando dormir!
Pode até dar medo, mas existem pessoas que chamam esses fantasmas para si, e não leve ao pé da letra quando digo fantasma, na verdade estou falando do pior tipo de fantasma que existe: os fantasmas do passado!
Pessoas que se acorrentam a velhas imagens, a lembranças em preto e branco e fazem delas o seu maior tormento.
Pessoas que vivem de um leite que já azedou, que alimentam-se de um pão que já está duro, e que ao ser mordido faz sangrar as gengivas.
Pessoas que sentam toda vez, no mesmo lugar, para assistir o mesmo filme-tragédia, que sabem que vão chorar no final, mas insistem em assisti-lo.
Pessoas que não se abrem pras novas oportunidades da vida, ficam presas por livre e espontanea vontade, mas culpando seus fantasmas.
E os fantasmas os rondam, os fazem lembrar de coisas que eles não consequem e não querem esquecer,
Masoquistas.
Chicoteam-se, ferem-se, sangram e imploram " me deixem em paz!", quando na verdade quem tem a chave pra libertar-se das correntes são eles mesmos.
Lembram-se de tudo, e tudo os faz lembrar. Fotografias recortadas, cartas lidas e relidas, um papel de bombom que já tem mais de cinco anos.
Sentem as bofetadas e as dores que os fantasmas lhes causaram até o presente momento.
Traumatizam-se a cada dia mais, é como uma doença que eles dizem saber não explicar, e não ter cura, quando na verdade só eles tem o remédio!
Passam pessoas e pessoas diante de seus olhos, algumas até dizem, " liberte-se de seus fantasmas!" mas quando os fantasmas já dobraram a esquina eles gritam e clamam por suas correntes!
E os fantasmas voltam...
E voltam...
É um ciclo vicioso e não existe ninguém que possa ajudar uma pessoa assim se ela não quiser ser ajudada, somente ela mesma.
Ela poderá se ajudar se perceber que aqueles fantasmas a cegam e impedem a entrada de novas pessoas, novas histórias em sua vida, e que isso lhe é mais tóxico do que qualquer droga, pois elas perdem o amor próprio, perdem a confiança em si mesmas e nos outros, vêem muitas pessoas passarem por suas vidas, mas se vêem presas aos fantasmas; não se dão novas chances de serem felizes. Perdem o brilho da vida, atadas por nós muito fortes que somente elas podem desamarrar...
É preciso libertar-se dos fantasmas, antes que se torne um vulto cinza e esquecido assim como as próprias lembranças que os assombram.