Os dias que sucederam foram regados a música, sorrisos, olhares e solos de alaúde.
Durante duas semanas os músicos do príncipe iam ao palácio onde vivia a Princesa Sol. Lá ficavam até tarde da noite.
Durante esse período, a Princesa fez amizade com o tocador de alaúde, que chamavasse Oraht.
Ficaram amigos, e ele passou admirá-la ainda mais após ler as belas poesias e os lindos contos que ela escrevia.
Shams e Oraht passaram da amizade para um relacionamento amoroso as escondidas. Até que o príncipe fosse embora ninguém poderia saber.
Shams e Oraht fizeram inumeras juras de amor, prometeram casar-se, afinal o Rei, pai de Shams deu plena liberdade para que sua filha escolhesse seu marido.
Com a proximidade dos apaixonados, surgiu um burburinho infindável.
Os comentários chegaram nos ouvidos do príncipe que chamou Shams para ter uma conversa muito séria.
" Deseja falar comigo?"
" Sim Princesa. Acredito que duas semanas de música já foram o suficiente para conquistá-la, e já está na hora de você me dar sua resposta."
" Você acha mesmo, Alteza, que duas semanas de música iriam me conquistar?"
Ele ficou mudo.
" Você acha mesmo?" ele repetiu.
" Não... Mas eu ouvi dizer..."
" Eu sei muito bem o que você ouviu dizer, Alteza, e atrevo-me a dizer que sou livre pra escolher com quem devo e quero me casar!"
" O que você está querendo dizer com isso?"
" Que não vou me casar com você!"
" Por que?"
" Por que não. Essa é minha vontade, e meu pai a respeita. Além do mais meu povo não merece um governante tão prepotente como Vossa Alteza!"
O príncipe ficou estupefato, queria matar Shams. Mas ele bem sabia, não tinha forças para competir com a Filha e Protegida do Sol.
Partiu em retirada, e levaria seus músicos consigo no dia seguinte.
Na mesma noite Shams e Oraht encontraram-se as no jardim do castelo. A Princesa não sabia em si de alegria, afinal o príncipe prepotente iria embora, e finalmente ela e Oraht ficariam juntos!
Oraht chegou ao encontro vinte e cinco minutos atrasado. Shams já estava preocupada.
Ela aproximou-se dele, mas ele se esquivou do beijo dela.
" O que foi, meu amor?"
" Alteza, precisamos conversar..."
" Alteza? O que você está dizendo Oraht?"
" Eu partirei junto com o grupo..."
" O que?!" Shams tinha lágrimas de raiva e dor em seus olhos. " Que loucura é essa? Nós iriamos nos casar!"
" Mas se eu me casar com você me tornarei um rei!"
" Sim."
" Eu não quero ser rei, Alteza! Não quero ter todas as obrigações de um rei... Eu quero viver de música, do meu alaúde, quero tocá-lo desde a hora que acordo até a hora que vou dormir! É isso que eu quero pra minha vida! Mas se eu me tonar rei não vou poder tocar meu alaúde, não viverei de música, terei todas as chateações que um chefe de estado tem!"
Shams viu uma esperança.
" Então, deixe-me ir com você Oraht! Eu largo tudo, renuncio a realeza, a majestade por você! Levaremos uma vida simples, regada de música... Eu poderia escrever suas canções, e você as tocaria!" Shams sorria para ele.
" Não Alteza... Eu não disporia de tempo para me dedicar a você, dar-lhe a atenção que uma mulher necessita, não estou disposto a magoá-la!"
Shams viu em Oraht o homem mais covarde do mundo. Sentiu pena por ele, e pela primeira vez na sua vida o amargor da raiva invadiu sua boca.
" Você não pode fazer isso comigo! Eu te amo!"
" Desculpe Alteza..."
Oraht saiu, sem dar mais explicações. Soltou a mão de Shams e partiu.
A Princesa passou a noite chorando.
No dia seguinte, os músicos e o principe partiriam. Shams teria que vê-lo, montado em seu camelo, deixando-a para trás.
Estavam todos reunidos, a cidade toda reunida para despedir-se dos visitantes.
Shams estava linda, mas com o coração em pedaços.
Quando estavam partindo o Sol fez-se intensamente forte.
Todos tornaram seus olhos para Shams.
Ouviu-se uma voz forte, alta, e amedrontadora.
" Quem ousou ferir o coração da Princesa Sol?"
Todos ficaram apavorados.
Shams estava perplexa.
" Onde está 0 infeliz? Apareça se for homem!"
Oraht apresentou-se.
" Sou eu, quem está falando?"
" É O SOL QUE VOS FALA! O ASTRO SUPREMO! E você meu rapaz, você não deveria ter machucado o coração da minha filha!"
Oraht estava mudo e apavorado.
Então o Sol ficava cada vez mais forte, e seus raios aproximavam-se de Oraht. Logo, ninguém pode ver mais nada, e o Sol engoliu Oraht!
Shams limpou três lágrimas que escorreram.
A população, o rei, a rainha, o príncipe e os sacerdotes, estavam todos apavorados.
Shams deu meia volta e saiu.
" Que isso sirva de lição a vocês, meros mortais insignificantes! Ninguém mais ouse machucar o coração da Princesa Sol, ou queimará até morrer!"
Então, a noite caiu.
Ninguém ousou acusar Shams de nada, afinal que culpa ela tinha de ser filha, escolhida e protegida do Sol...
Shams casou-se com um principe estrangeiro após três anos. Tiveram oito filhos. E quando Shams estava velha, em seu leito de morte, belíssimos raios de Sol invadiram seu quarto e levaram-na para o além mundo.
Conto essa história para os meus filhos, enfatizando-a para os meus filhos homens, afinal não se brinca com o coração de mulher, qualquer que seja, pois não sabemos onde isso poderá nos levar. Poderemos nos arrepender, ou até sermos engolidos pelo Sol...
sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
A Síntese
quarta-feira, 4 de março de 2009
" Posso pedir pra você tirar os óculos?"
Era sua última esperança. Já havia feito tudo o que podia.
A música já era um sucesso. Comentava-se por todos os lados.
Será possível que ela não escutava rádio? Será que ela não abria a caixa do correio?
Ele havia mandado um CD com a "demo" pra ela. De duas uma: ou ela havia jogado fora, ou nem havia escutado.
Ele não sabia o que era pior.
Olhou ao seu redor, apenas luzes e prédios. "Edifício Brandão Bueno", era esse o nome; pelo menos o nome que ele havia conseguido na redação que ela trabalhava.
Hesitou em sair do carro.
" E se ela não abrir a porta?"... " Ah, eu fico lá até ela abrir!"
Respirou. Logo o carro dela passou por ele. Escutava música alto e cantava.
Ela estava usando óculos?
Ficava tão séria de óculos.
Achava que não conseguiria enfrentar aquela situação com ela de óculos. Não mesmo.
" Vou embora".
Ligou o carro. Hesitou mais uma vez.
" Sou um covarde"- pensou.
"Não, não sou!" respondeu para si mesmo.
Num raio, saiu do carro e já estava na portaria. Informou seu nome ao porteiro, e disse para chamá-la.
E ele pode ouvir a voz dela dizendo.
" Pode deixar subir, Pedrão."
Ele gelou por dentro. A voz dela não havia mudado. Mas e os sentimentos?Entrou no elevador. Ela morava no oitavo andar. Oito era o número da sorte dela e dele.
Sentiu-se claustrofóbico de tanta ansiedade. Subir ao oitavo andar nunca demorara tanto. "Deveria ter subido de escadas"- pensou.
Chegou lá. No número em que o porteiro denominado Pedrão dissera.
Era agora ou nunca.
Tocou a campainha.
Ela abriu. De óculos evidentemente.
Sorriu.
Estava linda. Como sempre.
" Eu já esperava a sua visita. Entre..."
O apartamento dela era muito bonito.
" Elis e Naíma sairam. Quer tomar alguma coisa."
Ele permaneceu calado.
" Esqueceu a língua em casa?" ela riu.
" Desculpe, não sei nem o que dizer. Na verdade, não sie se deveria estar aqui."
Ela o fitou séria. E aqueles óculos, ah aqueles óculos causavam nele um frio na espinha.
" Posso pedir pra você tirar os óculos?"
" Pode, mas posso saber por que?"
" Você fica muito séria de óculos, me assusta."
Ela sorriu.
" Senta."
" Você recebeu o meu CD?"
" Recebi."
" E por acaso você ouve rádio?"
" Sim, ouço..."
" Então você sabe que a música que eu fiz pra você é sucesso, né?"
" Sei sim... é linda..."
" E?"
" Vá direto ao ponto..."
" Por que você não me procurou, quando soube da música?..."
" Não sei... Eu até pensei, mas..."
" Mas o que?"
" Não sei o que aconteceria..."
" Posso dizer uma coisa?"
" Pode..."
" Eu Te Amo Alice..."
" Sempre quis ouvir isso de você..."
(...)
A música já era um sucesso. Comentava-se por todos os lados.
Será possível que ela não escutava rádio? Será que ela não abria a caixa do correio?
Ele havia mandado um CD com a "demo" pra ela. De duas uma: ou ela havia jogado fora, ou nem havia escutado.
Ele não sabia o que era pior.
Olhou ao seu redor, apenas luzes e prédios. "Edifício Brandão Bueno", era esse o nome; pelo menos o nome que ele havia conseguido na redação que ela trabalhava.
Hesitou em sair do carro.
" E se ela não abrir a porta?"... " Ah, eu fico lá até ela abrir!"
Respirou. Logo o carro dela passou por ele. Escutava música alto e cantava.
Ela estava usando óculos?
Ficava tão séria de óculos.
Achava que não conseguiria enfrentar aquela situação com ela de óculos. Não mesmo.
" Vou embora".
Ligou o carro. Hesitou mais uma vez.
" Sou um covarde"- pensou.
"Não, não sou!" respondeu para si mesmo.
Num raio, saiu do carro e já estava na portaria. Informou seu nome ao porteiro, e disse para chamá-la.
E ele pode ouvir a voz dela dizendo.
" Pode deixar subir, Pedrão."
Ele gelou por dentro. A voz dela não havia mudado. Mas e os sentimentos?Entrou no elevador. Ela morava no oitavo andar. Oito era o número da sorte dela e dele.
Sentiu-se claustrofóbico de tanta ansiedade. Subir ao oitavo andar nunca demorara tanto. "Deveria ter subido de escadas"- pensou.
Chegou lá. No número em que o porteiro denominado Pedrão dissera.
Era agora ou nunca.
Tocou a campainha.
Ela abriu. De óculos evidentemente.
Sorriu.
Estava linda. Como sempre.
" Eu já esperava a sua visita. Entre..."
O apartamento dela era muito bonito.
" Elis e Naíma sairam. Quer tomar alguma coisa."
Ele permaneceu calado.
" Esqueceu a língua em casa?" ela riu.
" Desculpe, não sei nem o que dizer. Na verdade, não sie se deveria estar aqui."
Ela o fitou séria. E aqueles óculos, ah aqueles óculos causavam nele um frio na espinha.
" Posso pedir pra você tirar os óculos?"
" Pode, mas posso saber por que?"
" Você fica muito séria de óculos, me assusta."
Ela sorriu.
" Senta."
" Você recebeu o meu CD?"
" Recebi."
" E por acaso você ouve rádio?"
" Sim, ouço..."
" Então você sabe que a música que eu fiz pra você é sucesso, né?"
" Sei sim... é linda..."
" E?"
" Vá direto ao ponto..."
" Por que você não me procurou, quando soube da música?..."
" Não sei... Eu até pensei, mas..."
" Mas o que?"
" Não sei o que aconteceria..."
" Posso dizer uma coisa?"
" Pode..."
" Eu Te Amo Alice..."
" Sempre quis ouvir isso de você..."
(...)
terça-feira, 3 de março de 2009
Palavrasnacabeça
Eis me aqui, com a mente fervilhando de idéias. Precisava escrever.
A Princesa Sol eu continuo outro dia. Agora já noite.
Não há nenhum sinal se você aqui.
Esses dias me arrependi de não ter aprendido a tocar violão; não sei nem fazer uma melodia para a música que eu fiz.
Poderia pedir pra você, mas a música fala de você, então, como?
Alice está se recuperando. Mas eu sinto, não sei porque, que ela gosta de gostar do Seu Coelho. Mesmo quando não pode, quando não deve, quando ele não está nem aí.
Ela gosta de mergulhar naquele mar de ilusões coloridas e sonoras e deliciar-se com seus sonhos e utopias. Mesmo sabendo que eles não vão acontecer.
Ela gosta sim. Poderia ser altamente tóxico, mas na verdade não é. É um bálsamo para seus dias cinzentos.
É preferível levar essa ilusão adiante- ela me disse outro dia.
Não tem nada que a conforte mais do que andar pela casa, falando sozinha, e quando deita pra dormir, fica lá imaginando finais de semana encantados, sonhando, até dormir de verdade.
Alice... Fico tão feliz dela ter voltado. Mesmo com toda essa maré agitada, Alice me faz feliz. E mesmo que as coisas não sejam felizes, Alice é feliz.
Alice me faz sorrir. Alice me faz gostar.
Alice... Nunca mais quero me despedir dela.
Espero, que mesma com essa overdose de sentimentos e com esse calor insuportável, que Alice continue assim, com o sorriso no rosto, amor no coração, irradiando perfume e alegria.
Até mamãe gosta da Alice...
E você? Eu sei, você também gosta dela. Só não se acostumou com a idéia de ela ter voltado.
A mesa vai virar pro Sr Coelho, eu sinto...
Porque Alice... Alice é apaixonante...
Hahaha! Olha ela aí, sonhando outra vez....
A Princesa Sol eu continuo outro dia. Agora já noite.
Não há nenhum sinal se você aqui.
Esses dias me arrependi de não ter aprendido a tocar violão; não sei nem fazer uma melodia para a música que eu fiz.
Poderia pedir pra você, mas a música fala de você, então, como?
Alice está se recuperando. Mas eu sinto, não sei porque, que ela gosta de gostar do Seu Coelho. Mesmo quando não pode, quando não deve, quando ele não está nem aí.
Ela gosta de mergulhar naquele mar de ilusões coloridas e sonoras e deliciar-se com seus sonhos e utopias. Mesmo sabendo que eles não vão acontecer.
Ela gosta sim. Poderia ser altamente tóxico, mas na verdade não é. É um bálsamo para seus dias cinzentos.
É preferível levar essa ilusão adiante- ela me disse outro dia.
Não tem nada que a conforte mais do que andar pela casa, falando sozinha, e quando deita pra dormir, fica lá imaginando finais de semana encantados, sonhando, até dormir de verdade.
Alice... Fico tão feliz dela ter voltado. Mesmo com toda essa maré agitada, Alice me faz feliz. E mesmo que as coisas não sejam felizes, Alice é feliz.
Alice me faz sorrir. Alice me faz gostar.
Alice... Nunca mais quero me despedir dela.
Espero, que mesma com essa overdose de sentimentos e com esse calor insuportável, que Alice continue assim, com o sorriso no rosto, amor no coração, irradiando perfume e alegria.
Até mamãe gosta da Alice...
E você? Eu sei, você também gosta dela. Só não se acostumou com a idéia de ela ter voltado.
A mesa vai virar pro Sr Coelho, eu sinto...
Porque Alice... Alice é apaixonante...
Hahaha! Olha ela aí, sonhando outra vez....
A Princesa Sol e o Tocador de Alaúde
"Não me lembro quanto tempo faz exatamente desde que ouvi falar pela primeira vez de Shams.
Todos nessa região já haviam ouvido falar da história, ou do mito da Princesa Sol, e principalmente da história dela com o Tocador de Alaúde. Mito ou verdade, Shams sempre foi um mistério para todos nós. Se ela havia realmente existido, isso apenas o Sol sabe. "
Conta-se que na região do Oriente Médio, não se sab exatamente onde, havia um Rei que fez uma oferenda ao Sol, para que lhe desse um herdeiro. A rainha, sua esposa, engravidou.
Passaram-se nove meses. Na hora do parto, o bebê, uma menina, parecia ter nascido morto. Fantasticamente, um feixe de luz do sol foi em direção a pequenina, fazendo seu corpinho gelado esquentar, e emitindo um suspiro, e logo em seguida um choro.
Foi um Milagre do Sol- todos aclamaram. E em homangem ao Astro Supremo, deram o nome da menina de Shams, que logo ficou conhecida como Princesa Sol.
Shams, diferente de seus pais tinha os cabelos loiros, bem claros, e os olhos verdes como duas campinas férteis.
Os astronomos diziam que Shams era uma Filha do Sol, que ela carregava a força do Astro em seus cabelos e que qualquer coisa que ela pedisse ao Sol, ele faria
Todos os dias Shams acordava, antes do Sol nascer, estendia seus braços para o céu. Os primeiros raios iam surgindo, e Shams se nutria deles, como uma planta, que se nutre da luz do Sol.
Desde pequena, quando estava doente, sua ama a levava para o terraço, tirava toda sua roupa e pedia para que ela deitasse. O Sol imediatamente lançava seus raios sob ela, e como num passe de mágica, estava curada.
Shams podia olhar diretamente para o Sol. Ele não queimava sua retina e nem a feria. O Sol e Shams eram um só.
O tempo passou, o vento espalhou a história da Princesa Sol por todo o Oriente.
Vinham príncipes de todos os lugares para desposar a mão de Shams. Mas ela não se interessava por nenhum.
Não encontrava nos olhos de nenhum deles a sinceridade e a beleza de um amor terno; pelo contrário, só via a cobiça e a ganancia.
Shams já estava cansada, quando um príncipe de belos olhos profundos decidiu cortejá-la levando uma orquestra para impressioná-la.
Shams gostava muito de música, e sentou para assistir, mas sem demonstrar maiores interesses.
Foi quando, no meio daquele monte de músicos ela pode enxergar, um homem. Um homem de olhar terno, sorriso discreto, cabelos lisos e nariz pontiagudo, como de um legítimo árabe. Um lindo homem que tocava alaúde como um anjo. Era tão harmônico o jeito como ele tocava, tão lindo. Shams ficou hipnotizada.
Logo o tocador de alaúde percebeu os olhares de Shams, e retribuiu o tempo todo.
Ficaram nessa troca de olhares até a orquestra se encerrar.
O príncipe, percebendo o sorriso de Shams disse pretencioso:
" Acredito que soube encantá-la!"
" Sim. Foi maravilhoso. E se Vossa Alteza não se incomodar, gostaria de assistir essa belíssima orquestra amanhã de novo!"
O Príncipe esbanjou um enorme sorriso.
" Que seja feita sua vontade, Princesa."
Shams sorriu e o tocador de alaúde entendeu.
Ali começaria uma linda e infinita história...
Todos nessa região já haviam ouvido falar da história, ou do mito da Princesa Sol, e principalmente da história dela com o Tocador de Alaúde. Mito ou verdade, Shams sempre foi um mistério para todos nós. Se ela havia realmente existido, isso apenas o Sol sabe. "
Conta-se que na região do Oriente Médio, não se sab exatamente onde, havia um Rei que fez uma oferenda ao Sol, para que lhe desse um herdeiro. A rainha, sua esposa, engravidou.
Passaram-se nove meses. Na hora do parto, o bebê, uma menina, parecia ter nascido morto. Fantasticamente, um feixe de luz do sol foi em direção a pequenina, fazendo seu corpinho gelado esquentar, e emitindo um suspiro, e logo em seguida um choro.
Foi um Milagre do Sol- todos aclamaram. E em homangem ao Astro Supremo, deram o nome da menina de Shams, que logo ficou conhecida como Princesa Sol.
Shams, diferente de seus pais tinha os cabelos loiros, bem claros, e os olhos verdes como duas campinas férteis.
Os astronomos diziam que Shams era uma Filha do Sol, que ela carregava a força do Astro em seus cabelos e que qualquer coisa que ela pedisse ao Sol, ele faria
Todos os dias Shams acordava, antes do Sol nascer, estendia seus braços para o céu. Os primeiros raios iam surgindo, e Shams se nutria deles, como uma planta, que se nutre da luz do Sol.
Desde pequena, quando estava doente, sua ama a levava para o terraço, tirava toda sua roupa e pedia para que ela deitasse. O Sol imediatamente lançava seus raios sob ela, e como num passe de mágica, estava curada.
Shams podia olhar diretamente para o Sol. Ele não queimava sua retina e nem a feria. O Sol e Shams eram um só.
O tempo passou, o vento espalhou a história da Princesa Sol por todo o Oriente.
Vinham príncipes de todos os lugares para desposar a mão de Shams. Mas ela não se interessava por nenhum.
Não encontrava nos olhos de nenhum deles a sinceridade e a beleza de um amor terno; pelo contrário, só via a cobiça e a ganancia.
Shams já estava cansada, quando um príncipe de belos olhos profundos decidiu cortejá-la levando uma orquestra para impressioná-la.
Shams gostava muito de música, e sentou para assistir, mas sem demonstrar maiores interesses.
Foi quando, no meio daquele monte de músicos ela pode enxergar, um homem. Um homem de olhar terno, sorriso discreto, cabelos lisos e nariz pontiagudo, como de um legítimo árabe. Um lindo homem que tocava alaúde como um anjo. Era tão harmônico o jeito como ele tocava, tão lindo. Shams ficou hipnotizada.
Logo o tocador de alaúde percebeu os olhares de Shams, e retribuiu o tempo todo.
Ficaram nessa troca de olhares até a orquestra se encerrar.
O príncipe, percebendo o sorriso de Shams disse pretencioso:
" Acredito que soube encantá-la!"
" Sim. Foi maravilhoso. E se Vossa Alteza não se incomodar, gostaria de assistir essa belíssima orquestra amanhã de novo!"
O Príncipe esbanjou um enorme sorriso.
" Que seja feita sua vontade, Princesa."
Shams sorriu e o tocador de alaúde entendeu.
Ali começaria uma linda e infinita história...
segunda-feira, 2 de março de 2009
Quem te faz feliz? ( Autor Desconhecido)

'Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:- 'Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?' Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro 'NÃO', daqueles bem redondos! - 'Não, o meu marido não me faz feliz'! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). 'Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz'. E continuou: 'O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada, mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de 'experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza. Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai. Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos. Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos. Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.'
Esse texto eu li no fotolog da Juliana Lohmann, e achei um máximo!
Para quem gosta de boa leitura, aí vai o blog dela, que além de ser uma linda atriz é uma escritora muito talentosa.
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