quinta-feira, 19 de junho de 2008

Monólogo das Mãos (brilhanteee!!!)

Para que servem as mãos?
As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário; Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena; foi com as mãos que Jesus amparou Madalena; com as mãos David agitou a funda que matou Golias; as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena; Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência; os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram. A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda; o operário construir e o burguês destruir; o bom amparar e o justo punir; o amante acariciar e o ladrão roubar; o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba! Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos.
As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes; no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida; a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta,acariciando, mostra a bondade; fechada e levantada mostra a força e o poder; empunha a espada a pena e a cruz!
Modela os mármores e os bronzes; da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza; doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade. O noivo para casar-se pede a mão de sua amada; Jesus abençoava com a s mãos; as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar. Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem...
E as mãos dos coveiros nos enterram!

Nossa lei

Vem, que hoje você não vai mais trabalhar.
Desafoga esse nó que te enforca e te cai tão bem. Tira os sapatos, tá em casa. Não pense em mais nada.
Eu tô aqui.
Eu te faço uma sopa, enquanto você troca de roupa, cadê aquela de ficar em casa?
Hoje, não precisa bater cartão, nem buscar mais solução pros problemas de outra orbita.
Hoje não tem banco, não tem fila, não tem pressa.
Hoje, só a gente interessa.
Deitaqui, eu te faço um cafuné, você esquenta o meu pé, tudo fica assim tão bem.
Encosta tua cabeça no meu peito, é como voltar pra casa, estamos em casa.
Hoje a lei é nosso amor.

Breakaway...

Cresci numa pequena cidade
E quando a chuva caía
Eu apenas olhava pela janela
Sonhando com o que poderia acontecer
E se eu terminaria feliz
Eu rezaria


Tentando o máximo alcançar
Mas quando eu tentei falar
Senti como se ninguém pudesse me ouvir
Queria ficar aqui
Mas algo parecia estar tão errado aqui
Então eu rezei para que eu pudesse escapar


Eu abrirei minhas asas
E aprenderei a voar
Eu farei o que for necessário
Até tocar o céu
E farei um pedido, arriscarei, mudarei
e escaparei


Fora da escuridão
E dentro do sol
Mas eu não esquecerei as pessoas que amo
Correrei o risco, arriscarei, mudarei
e escaparei


Quero sentir a brisa quente
Dormir embaixo de uma palmeira
Sentir o agito do oceano
Subir num trem rápido
Viajar num jato
Para longe e escapar


Edifícios com centenas de andares
Passando por portas giratórias
Talvez eu não saiba para onde elas me levarão, mas
Tenho que continuar, continuar
Voar, escapar


Eu abrirei minhas asas
E aprenderei a voar
Apesar de não ser fácil
Te dizer adeus
Eu tenho que correr o risco, arriscar, mudar
e escapar


Fora da escuridão e dentro do sol
Mas não me esquecerei do lugar de onde eu vim
Eu tenho que correr o risco, arriscar, mudar
e escapar
Escapar
Não importao que as pessoas dizem.
E não importaquanto tempo vai levar.
Acredite em você mesmo
E você vai voar alto.
E só importa
quanto você é leal.
Seja leal com você mesmo.
E siga seu coração




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Nunca deixe que lhe digam
que não vale a pena acreditar
no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
QUEM ACREDITA SEMPRE ALCANÇA!
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That hurts the most....

domingo, 15 de junho de 2008

São assim, eternamente assim. É bonito de ver. Chega até a emocionar.
Eles são assim, a simplicidade de tomar uma soda no mesmo canudinho, a mensagem recebida de madrugada só pra lembra que se ama.
A música que eles sabem a letra toda, e sabem o porque sabem.
Os amigos que eles podem confiar, os lugares. E ela diz : esse lugar é o melhor pra se escrever crônicas, ele torna, cada tipo não é... olha aquela ali, deve ser uma mulher muito chata. E ela retruca, ela fala mais que eu.
Pequenas coisas, como um Buddha para enfeitar o novo apartamento que ainda não foi comprado, ou a mais nova caneca da coleção deles. Olha como é fofinha!
São assim, a recomendação para levar a bolachinha embora, " Vai, que pelo menos você come alguma coisa a tarde."
Ou, " Você está pálido, não comeu nada o dia todo, aposto!"
Preocupaçõezinhas, mensagensinhas, coisinhas que fazem a diferença.
Um bilhete na geladeira da imaginção dizendo

ps: eu te amo!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Eles eram meus amigos de infância, hoje são fumantes aos dezesseis anos, e nem isso ainda.
O livre arbítrio é realmente livre, mas as vezes eu queria que algum anjo pudesse intereceder de forma clara por eles. Mesmo assim, acho que eles não escutariam.
A pouco tempo atrás, brincávamos na caixinha de areia da escola, no parquinho, de Power Rangers, hoje eles chegam bêbados em casa todos os finais de semana.
Ontem nós ríamos de tudo, hoje eles me tratam com a agressividade e eu finjo que não os conheço.
Fui taxada de louca, tentei ajudar. Não consegui. Mas nem por isso me sinto impotente.
Pois eu oro para eles, e oração nunca cai no chão.
Não tenho muito a dizer, mas eu precisava dizer.
Eu queria mesmo que eles abrissem os olhos.
E eu espero sinceramente que não seja tarde demais...
Oremos...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Hennas e terços

Tinha os pés pintados de henna e o coração desenhado de ternura. As mãos, tudo era celebração. Ela era diferente, tinha os olhos cor de esperança dizia uma velha muto sábia.
Brincava com as crianças, rodava numa ciranda pra esquecer a dor e todo o sofrimento no meio de ruínas e preces. A henna escondia os machucados de seus pés, pisados, maltratados.
Foi então que ela o achou, quase morto com o rosto todo queimado pelo forte sol daquele lugar.
Lavou-o, cuidou dele. Ele acordou e ensinou-a sobre Deus, e ela ensinou-o sobre o Amor. Foram perceber que falavam da mesma coisa.
No meio das tristezas e do calor, surgiu da centelha divina, voltou a tona todo sentimento de vidas inteiras.
Os manuscritos foram ameaças e ela disse que fugiria pra não estragar os sonhos dele. Não, fica comigo, és tudo pra mim. Ele disse seriamente.
Largou então suas vestes longas, seus terços e as sandálias de couro surrado,curou os pézinhos machucados dela e foram viver juntos o que chamaríamos de Amor Divino.